O QUE É O SISTEMA DE SUSPENSÃO?

    04/08/2017

    O QUE É O SISTEMA DE SUSPENSÃO?

    O que é o sistema de suspensão?

    O objetivo principal da suspensão é manter o perfeito contato contínuo das rodas com o solo. Segundo estudos, o limite convencional de conforto para uma pessoa é de uma a duas oscilações por segundo, acima desses valores excita o sistema nervoso e, abaixo, pode causar náuseas.

    Portanto, a suspensão tem a grande responsabilidade de proporcionar o conforto ao condutor e passageiros, assegurando não apenas a estabilidade e a dirigibilidade, mas também proporcionando a máxima segurança, absorvendo e neutralizando os impactos, oscilações e vibrações que são causados pelas irregularidades do solo ou mesmo em situações que exigem bastante do veículo, como nas grandes freadas, curvas e buracos.

    Principais Elementos do Sistema de Suspensão

    O sistema de suspensão é constituído por um conjunto de peças móveis que trabalham em constante movimento, dentre esses componentes temos as molas, amortecedores, coifas, batentes, coxins, bandeja, pivô, buchas, barra estabilizadora, bieleta e a junta homocinética.

    Coifa

    No conjunto da suspensão temos a coifa, que mais se parece com uma sanfona de borracha. Essa peça auxilia os componentes da suspensão como os coxins, buchas, molas, entre outras. Sua função principal é proteger a junta homocinética fixa contra as impurezas como areia, água, terra, poeira e pedras.

    Uma dica para saber se tem algum problema com a coifa é notar se há graxa grudada nas rodas ou para-lamas. Esse é um indicativo de que a coifa está rasgada. Além disso, se a coifa estiver rasgada, deformada ou com as braçadeiras soltas, o seu interior será contaminado e isso comprometerá diretamente a durabilidade do conjunto da suspensão, causando desgastes prematuros das peças.

    Batente

    Além da coifa, temos o Batente, que é onde a mola se encaixa e serve para proteger o amortecedor, aliviando os impactos no final do seu curso, reduzindo o batimento na mola e dando a ela maior vida útil.

    Os batentes merecem especial atenção porque, caso ele chegue a trincar ou estourar, o carro pode desalinhar, o pneu sofrerá desgaste apenas de um lado e fará barulhos (como estalos) ao passar por buracos.

    Coxim

    Outro elemento importante do sistema de suspensão é o coxim, que faz o encaixe do amortecedor na carroceria do carro. Geralmente ele é feito de um material macio, que ajuda a absorver a energia de impacto na região de apoio do amortecedor e faz com que a carroceria receba o mínimo de impacto possível. Devem ser verificados a cada 5000 Km, ou, devem ser trocados quando apresentarem folgas e quando estiverem quebrados.

    Bandeja

    A Bandeja, ou braço da suspensão, é um componente em formato de v, com três pontos de ligação que são feitas através das buchas e pivô. Ela é a primeira peça que recebe os impactos da suspensão por ser o elemento de sustentação responsável por fazer a ligação entre a roda e o chassi do veículo. Sua estrutura pode ser estampada, forjada ou fundida e sua função é determinar o alinhamento das rodas. É graças a bandeja que é possível os movimentos de subir e descer da suspensão, já que ela permite que a suspensão seja independente e também suportar as forças laterais durante as curvas, além de controlar os movimentos das rodas durante a frenagem ou arranque. Devem ser trocadas quando apresentarem folgas, com os alojamentos danificados da bucha ou pivô, quando estiverem tortas, empenadas, com trinca ou quebradas.

    Por segurança, as bandejas devem ser trocadas a cada 10.000 km ou, quando algum desses componentes apresentarem defeito, deve ser feita a troca de todo o conjunto preventivamente, pois a bandeja com folga nas buchas ou no pivô provocam o desalinhamento que causa o desgaste irregular dos pneus.

    Pivô

    pivô, como já vimos, é conectado na bandeja e possui uma coifa para proteger a esfera da articulação de qualquer sujeira ou material estranho que cause seu desgaste. Observação importante: os pivôs e nenhuma outra parte da suspensão onde trabalham borracha precisam de lubrificação. O pivô, por exemplo, vem com uma bucha e já possui lubrificação suficiente.

    De início, o pivô parece ser uma peça simples, mas é um dos componentes vitais para garantir a segurança da suspensão, pois ele é responsável por sustentar o peso da suspensão e em fazer a articulação da roda. Quando essa peça perde sua eficiência começam aparecer ruídos como toc toc, estalos durante as frenagens e arranques ou ao trafegar em vias irregulares, além de provocar desgastes irregulares nos pneus.Também devem-se ser observadas as cifas, pois, em caso de coifas rasgadas o pivô deve ser substituído imediatamente.

    Buchas

    Mais um elemento do Sistema de Suspensão são as buchas. Geralmente, são elementos de borracha que liga os componentes móveis da suspensão à carroçaria do veículo, permitindo a máxima flexibilidade desses componentes. Sua função é absorver os impactos e eliminar os ruídos do contato entre as peças. Para saber a hora de trocar as buchas deve-se analisar se há folga entre a bucha e a barra estabilizadora, ruídos, trincas ou contaminadas com óleo.

    Barra Estabilizadora

    barra estabilizadora também compõe o Sistema de Suspensão e está ligada às bandejas por meio das bieletas. A função dessa peça é proporcionar o conforto e muito mais segurança ao condutor, pois ela ajuda a manter a instabilidade do veículo nas curvas. É graças a barra que o veículo fica mais preso ao solo, garantindo que, em uma curva fechada, não haja o risco das rodas se levantarem. As barras devem ser trocadas assim que apresentarem folga, ruídos, borracha danificada ou quebra.

    Bieleta

    bieleta é uma barra de ligação entre a barra estabilizadora e os amortecedores. Normalmente, é uma haste metálica com duas juntas esféricas protegidas por coifas de borracha em suas extremidades, fixada por pinos esféricos ou através de buchas. Esse componente serve de suporte à barra de direção transmitindo para a barra as forças recebidas pelas inclinações, contribuindo para o seu perfeito funcionamento, mantendo a estabilidade do veículo. Ao surgir problemas na bieleta, aparecem rangidos na suspensão graças aos desgastes na fixação e instabilidade na direção. Deve-se verificar se a haste está torta ou empenada, se a coifa está rasgada e se há folga nas fixações.

    Junta Homocinética

    Por fim, temos a junta homocinética, que fica com a responsabilidade de transmitir a força do motor até as rodas do veículo, fazendo com que as rodas girem mesmo quando você muda a direção ou passa por buracos e lombadas. A junta é composta por alguns itens que ajudam seu curso de trabalho, como a coifa e as abraçadeiras que fazem sua vedação.

    O funcionamento da junta homocinética é bem parecido com os de um rolamento. Sua parte interna é separada da parte externa por uma gaiola, que é sede das esferas do rolamento junto à parte fixa do semieixo que liga as juntas homocinéticas fixa e deslizante. Na gaiola e a parte fixa temos os canais por onde as esferas deslizam permitindo o movimento da parte externa em vários ângulos.

    A junta homocinética não pode sofrer esforços excessivos, como, por exemplo, na hora de girar o volante para os lados, deve-se ter o máximo de cuidado, pois, ao esterçar demais a direção ela corre o risco de quebrar e, consequentemente, parar o carro. Outros fatores que implicariam na danificação da peça são os grandes arranques, trancos e o excesso de peso no veículo.

    Quando as juntas perdem sua eficiência nota-se uma série de sintomas de que está na hora de trocar, como, por exemplo, a aparição de barulhos de estalos e atritos que podem ser ocasionados pelo excesso de folga.

    Os estalos podem ser ouvidos ao realizar manobras girando as rodas até o final ou quando o carro está em movimento, em linha reta, pode-se notar barulhos de atrito metálico. Além desses sintomas, as juntas homocinéticas devem também ser substituídas assim que a sua coifa apresentar furos, que permitem o vazamento de graxa ou quando as abraçadeiras se soltarem.